Fórmula 1 com opinião e humor
  

GP da Hungria (Hoje, não!)

Por Henrique Minatogawa

Em uma semana marcada pela ridícula atuação da Ferrari no GP da Alemanha, coube a Rubens Barrichello limpar um pouco o nome da Fórmula 1 e também do Brasil.

Finalmente aconteceu. Quando Michael Schumacher anunciou sua volta, uma das possibilidades que eu imaginei foi uma disputa entre ele e Barrichello, considerados desafetos. Porém, uma disputa na pista seria difícil de acontecer, afinal, Schumacher estaria no carro campeão do mundo (derivado da Brawn), enquanto Barrichello estaria em uma Williams ainda fraca (e com motor Cosworth).

A situação atual é que a Mercedes é a quarta ou quinta força, mais para o meio que a frente do grid, enquanto a Williams vem em um bom momento. Barrichello, na Hungria, escolheu a tática que deu certo para Kobayashi em Valência: andar muito tempo com os pneus duros e fazer o pit stop obrigatório só no final.

Voltou em 11°, atrás de Schumacher. Cheguei a pensar que, considerando a rapidez como a Williams colou atrás da Mercedes após o pit, que Schumacher deliberadamente permitiu a aproximação para que acontecesse a disputa na pista.

Barrichello também nem precisa falar muito nem comemorar a manobra. As imagens expressam o suficiente: a perseguição, as duas tentativas, a ultrapassagem, a defesa da posição e a comemoração no box da Williams. Hora de deixar que os outros falem. Diferente da transmissão, entendi que o brasileiro dissera, pelo rádio, "give him black flag for this" sobre uma desclassificação, não "bastard". Seu engenheiro, creio que disse "that was incredible".

Foi uma manobra exagerada de Schumacher. Defendeu além do limite; "foi acintoso", como diriam no futebol. Por questão de centímetros, não houve um acidente. Algumas pessoas até pularam fora do pit wall. Galvão Bueno disse sua única coisa certa do dia: "o muro acabou na hora certa".

Quanto a Schumacher, já vinha sendo criticado pelo desempenho de piloto médio, sendo repetidamente superado por Nico Rosberg e por toda a turma da frente. Agora, superado também pelo mais veterano.

No final, Schumacher teria dito que "sou conhecido por não dar mole na pista. Se você quiser me passar, você terá de lutar por isso", conforme publicou o Globo Esporte. Só que foi a primeira vez na temporada que ele se defendeu dessa forma. Nas outras, os rivais chegaram e passaram. E não estou falando de Red Bull e McLaren, mas Renault, Sauber, Force India... Mas ele acertou quando disse: "Isso é Fórmula 1".

(...)

Destaque para Kobayashi, que saiu da 23ª posição para a nona. O japonês já havia feito uma classificação ruim no sábado, depois ainda foi punido por não ter parado para a pesagem do carro. Já hoje, como ele fez todas essas ultrapassagens, não foi mostrado. Mas logo na largada, já foi possível notar que ele foi um dos que mais havia ganhado posições. Depois, com os abandonos, foi subindo.

"Acho que foi uma boa recuperação em relação à minha classificação ruim. Eu podia apenas tentar o meu melhor hoje. Minha largada foi boa e então depois do safety car, foi importante que eu ultrapassei Michael Schumacher, pois de outra maneira, Rubens Barrichello teria me alcançado antes do fim" foi a declaração de Kobayashi publicada no Tazio.

(...)

Acidente bizarro de Kubica e Sutil dentro do box, fora a roda que saiu do carro de Rosberg. Não parecia, mas a roda deve ter saído a uns 40 km/h. Consta que causou ferimentos em um mecânico da Williams. Renault e Mercedes foram punidas.

(...)

Lá na frente, uma corrida mais baseada na estratégia e um jogo de equipe legítimos da Red Bull, no que concordo com Reginaldo Leme.

Novamente pensando no futebol, Mark Webber e Sebastian Vettel foram os únicos que "procuraram jogo", pois Alonso ficou no seu estilo de esperar alguém quebrar e Massa não saiu do quarto lugar.

Azar para a McLaren, com a quebra de Hamilton, e Button, apesar do mau desempenho, volta à briga pelo campeonato em termos de Jessica Michibata.

Sobre a perseguição de Vettel a Alonso, o alemão poderia ter reclamado, dizer que Alonso deveria pensar no campeonato, gesticular, falar que era ridículo, que ele estava muito mais rápido. Falando sério, por um lado, Vettel mesmo pensou no campeonato. Naquela pista, seria fácil acontecer um acidente; porém, ele bem que poderia ter tentado mais, considerando a força do Red Bull. Afinal, um Williams-Cosworth passar um Mercedes logo depois é prova de que era possível.

(...)

Transmissão muito irritante neste domingo. Creio que Luciano Burti saiu de Hungaroring sem dizer uma ou duas coisas. Os dois comentaristas são excelentes, mas foram cortados em praticamente todas as vezes pelo Galvão.



Escrito por Equipe F1 Mania às 15h09
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   GP da Inglaterra

Por Henrique Minatogawa

Fiquei ausente por dois GPs (Canadá e Europa), que talvez retomarei em algum tempo.

A corrida em Silverstone foi menos movimentada do que poderia ser, ainda assim foi legal de ver. A largada do pole position Sebastian Vettel e Mark Webber mostrou como deve estar o ambiente na Red Bull. O australiano foi pra cima e passou o alemão, que acabou tendo um pneu furado.

Indo para a ultrapassagem de Fernando Alonso sobre Robert Kubica, concordo com o que foi dito na transmissão de que Kubica não deixou espaço, forçando Alonso a cortar pela zebra. Logo em seguida, ambos os pilotos entraram em contato com a equipe para reclamar. Alonso, atento ao regulamento, poderia ter simplesmente deixado Kubica passar em seguida, evitando qualquer punição. Eles não tinham como saber, mas o polonês abandonaria a prova momentos depois. Vamos ver se a Ferrari vai reclamar novamente na mesma intensidade. Para azar de Alonso, antes que ele cumprisse o drive through, entrou na pista o Safety Car. Como ele só poderia cumprir a punição depois, perdeu muitas posições.

Desta vez, mostrou um pouco mais de agressividade nas ultrapassagens, embora tenha tido alguma dificuldade com Sebastien Buemi (de novo). Também foi notável algum problema no carro da Ferrari, pois em vários momentos tanto Alonso quanto Felipe Massa tiveram que corrigir a trajetória. O brasileiro, inclusive, está tendo outro ano de muito azar.

Já no lado dos veteranos, outra ótima corrida de Rubens Barrichello com a Williams. Discreto, sim, mas consistente para levar o carro à quinta posição. Michael Schumacher, com a Mercedes, também foi discreto, mas foi ultrapassado por Adrian Sutil e Sebastian Vettel nas últimas voltas e levou um sufoco de Nico Hulkenberg. Antes, não conseguira nem colocar pressão em Kamui Kobayashi. Há muito tempo, por volta de 2003, 2004, Schumacher dizia que se aposentaria quando não conseguisse mais acompanhar os pilotos mais jovens. Hoje foi mais uma vez que isso aconteceu, ainda mais por todos serem alemães. Nico Rosberg, seu companheiro, foi o terceiro. Hoje ninguém falou que "Schumacher está se divertindo". Provavelmente ele não vença nenhuma corrida neste ano, mas mais porque o carro não tem condições, mas gostaria que ele estivesse em uma situação para ter brigado melhor com Vettel.

Kobayashi novamente fez ótima corrida. Desta vez, não foi pelas ultrapassagens, mas por ter levado um carro ainda mais limitado que a Williams ao sexto lugar. Logo no começo da prova, as câmeras deram um bom destaque ao carro de aparência inacabada da Sauber. Se eu fosse do marketing da Sony, estamparia lá um "PS3".

Ótima corrida de Jenson Button também, para compensar a pífia classificação. De 14o, chegou em quarto, com Lewis Hamilton em segundo. Com isso, a McLaren mostra que tem a melhor dupla de pilotos da atualidade, o que, combinado a um carro bom, é a equipe que está mais inteira para a disputa do campeonato de pilotos e construtores. A Red Bull, aparentemente, está rachada (como se diz no futebol), a Ferrari tem um carro problemático e pilotos em má fase (outra do futebol), enquanto Mercedes, Renault (e Williams) estão ainda em um nível abaixo.

Para os outros brasileiros, outro fim de semana ruim. O Virgin de Lucas di Grassi quebrou logo no começo, enquanto Bruno Senna sequer correu. De acordo com a transmissão, um e-mail com críticas ao carro teria sido encaminhado para o diretor da equipe, que "puniu" Senna com a perda da vaga para Sakon Yamamoto, que também teria pago US$ 5 milhões para chegar em último.





Escrito por Equipe F1 Mania às 11h18
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   GP da Turquia

Por Henrique Minatogawa

Eu estava em condições lamentáveis na manhã da transmissão do GP da Turquia. Com poucas horas de sono, muito cansado e com inúmeras latinhas de Red Bull ao lado.

Consegui acordar para ver a largada. Depois a corrida ficou muito chata, cochilei em vários momentos. Talvez algum componente da bebida Red Bull reagiu quando Sebastian Vettel se aproximou de Mark Webber, então acordei para ver os dois baterem e entregarem a vitória para alguma McLaren que vinha atrás.

Foi coincidência demais que as duas McLaren de Hamilton e Button também disputaram posição com a mesma agressividade, porém, os pilotos não cometeram nenhum erro e proporcionaram um grande duelo. A reação das duas equipes, Red Bull e McLaren, foi algo interessante de ver. No final, Hamilton ganhou sua primeira corrida do ano, com Button em segundo e Webber ainda conseguiu o terceiro lugar.

Destaques:

- Não ouvi falarem uma única vez de Kovalainen e Trulli.

- A Ferrari está bem atrás de Red Bull e McLaren.

- A Sauber ter o carro mais feio do grid, parece que está inacabado. Mesmo assim, fez seu primeiro ponto com Kamui Kobayashi e saiu da companhia das estreantes na tabela.

- O "menino Petrov" fez outra boa corrida, confirmando a Renault como surpresa do campeonato (até agora).

- Jenson Button está fora da disputa do campeonato. Mostrou personalidade ao trocar a campeã Brawn pela McLaren com Hamilton, venceu com méritos duas corridas neste ano e foi nomeado Membro do Império Britânico pela rainha Elizabeth II. Mas, por "diferenças de agenda", o namoro com a moça da imagem abaixo terminou.


 



Escrito por Equipe F1 Mania às 23h02
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   GP de Mônaco (ou 'o troco')

Por Henrique Minatogawa

do Tazio.com.brO Grande Prêmio de Mônaco de F1 pode ser monótono, sem ultrapassagens e tudo o mais, mas, sem dúvida, é uma corrida que não poderia faltar no calendário. É o que sempre dizem: o piloto tem que correr todo o tempo no limite; basta um erro para bater e ficar fora. Mônaco deve ser o maior desafio para uma produtora de games, pois reproduzir todos os detalhes ao redor da pista não deve ser fácil.

Em 2010, a corrida já começou com um piloto a ser observado: Fernando Alonso, por ter batido, danificado e trocado o chassi do seu carro nos treinos, largou dos boxes. Assim, a TV prestou atenção no modo como ele abriria caminho nas estreitas ruas do principado.

Logo no início, ele chegou atrás do fraco Virgin pilotado por Lucas di Grassi. O brasileiro fez o que eu faria: defendeu sua posição, que é o que se espera de qualquer piloto. Só que Alonso reclamou na hora e também depois. Para o espanhol, Di Grassi "deveria ter pensado que o campeonato mundial estava em disputa". Quer dizer, Sebastian Vettel, no Brasil de 2008, também deveria ter pensado no campeonato e não ter ultrapassado Hamilton? Di Grassi aproveitou uma das raras chances de mostrar serviço com o carro problemático que tem, afinal, resistiu bem mais que Jarno Trulli com a Lotus, levemente superior à Virgin.

Quem deve ter tido motivos justos para reclamar foi Jenson Button. Esqueceram de retirar a tampa da entrada do radiador, o motor superaqueceu e quebrou. Nas transmissão da TV, levantou-se a suspeita de o extintor de incêndio ter disparado. Não lembro de alguma vez isso ter acontecido, porém, tenho quase certeza que a mesma hipótese foi levantada em outras ocasiões. Outra coisa foi a presença de celebridades, como Jennifer Lopez e do ator Gerard Butler, de "500 de Esparta" no GP. Tudo bem, é um engano comum. Fora que, quando ele estava falando "Gerard Butler, que fez o rei Le...", pensei que ele ia falar "... que fez o Rei Leão".

No final, com safety car, Michael Schumacher fez um "pulo do gato" e passou Alonso na última curva, aproveitando uma derrapada. Na hora, suspeitei que aquilo era ilegal, apesar de ter sido muito legal. Para mim, as ultrapassagens só podem ser feitas a partir da linha de chegada. Schumacher foi punido, mas a Mercedes vai recorrer, alegando que foi mostrada a bandeira verde, situação não-prevista no regulamento. Eu gostei da manobra, foi algo de esperteza e presença de espírito, como se fosse a "paradinha" do futebol. A manobra foi muito parecida com a do mesmo Alonso sobre Massa na entrada dos pits na China, tanto pelo fato como por ser questionável.

O vencedor foi Mark Webber, que lembrou Ayrton Senna ao comentar a vitória. Webber disse que foi fantástico vencer o GP que Senna e outros campeões também venceram. O australiano liderou de ponta a ponta e, junto com Vettel, executou o supercombo da Red Bull: líder nos Construtores e nos Pilotos, com os dois empatados. Pelo ótimo (e belo) carro e pela competência que vem demonstrando, naturalmente, Webber é candidato ao título, como ainda são Vettel, Button, Alonso, Massa e Hamilton. A Mercedes parece ter ficado mais distante.

Segundo a imprensa especializada, a Williams está negociando um novo motor para substituir o pífio Cosworth. Mercedes e Renault parecem opções difíceis. A Renault fornece para a sua equipe e para a Red Bull, a melhor da atualidade. A Mercedes, para a sua equipe, para a McLaren e para a Force India. O outro motor da F1 é o Ferrari, que impulsiona a própria, a Toro Rosso e a Sauber. Matematicamente, a Renault poderia fornecer para a Williams, para ficar cada fabricante fornecendo para três equipes (a Cosworth continuaria nas estreantes).

Confira a classificação para o GP de Monaco de 2010

1 - Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault)
2 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault)
3 - Robert Kubica (POL/Renault)
4 - Felipe Massa (BRA/Ferrari)
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
X - Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
6 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
8 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes)
9 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes)
10 - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari)



Escrito por Equipe F1 Mania às 23h02
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   GP da Espanha (ou "que saudade do reabastecimento")

Por Henrique Minatogawa

Depois de três semanas de ausência e depois que o Eyjafjallajoekull (ou, "Vulcão da Islândia", como foi chamado por muitos telejornais) se acalmou, aconteceu o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1. A torcida lotou o est... digo, autódromo. Afinal, era a estreia de Fernando Alonso pela Ferrari em casa. As câmeras também deram destaque para Pedro de la Rosa e Jaime Alguersuari, os outros espanhois que, proporcionalmente, também fizeram um bom trabalho na pista.

No geral, foi uma corrida chata, confirmando todas as expectativas dos comentaristas, que ressaltaram a importância de uma boa posição de largada. Lá pela metade da corrida, até pensei que seria uma boa se ainda tivesse o reabastecimento.

O que aconteceu é que as Red Bull dispararam, com Mark Webber, o pole position, na frente. Sebastian Vettel não ameaçou o companheiro em nenhum instante, mas mantinha-se confortável em segundo até que seu carro apresentou um problema no freio. A poucas voltas do final, o alemão foi avisado de que deveria tomar muito cuidado. Mesmo devagar, chegou ainda em terceiro. Visivelmente constrangido e insatisfeito no pódio.

Alonso contou com a "sorte de campeão" para ter largado e andado em quarto quase a corrida inteira, para no final ganhar a segunda posição com os problemas de Vettel e Lewis Hamilton.

Schumacher superou Nico Rosberg pela primeira no treino e na corrida. Mesmo assim, ainda foi uma corrida discreta. O fato de ter segurado Jenson Button não conta tanto assim, pois a pista realmente dificulta as ultrapassagens, conforme foi bem explicado por Luciano Burti na trasmissão.

Na frente, Mark Webber fez uma corrida como Jenson Button no começo do ano passado. Largou na frente com o melhor carro, abriu vantagem e não cometeu erros. Pelo carro que tem, é candidato ao título sem dúvida. Agora que as Red Bull vêm ganhando confiabilidade, parece muito difícil para as outras equipes a superarem em condições normais.

(...)

- A situação das três equipes novas realmente é complicada. A comparação feita por Burti em relação aos carros da GP2 foi excelente. Para Mônaco, algo deve ser feito, pelo menos nos treinos.

- Destaque para a Sauber com o patrocínio da Burger King. Foi notável o avanço da equipe, que mostrou um ritmo bem melhor que nas outras corridas.

- As equipes concordaram em banir os dutos de ar para a próxima temporada. É uma ideia genial, mas faz os pilotos desviarem demais a atenção, o que é um perigo mesmo. Pelo menos, os carros ficarão mais bonitos.

Classificação GP da Espanha 2010

1 - Mark Webber (AUS/Red Bull Renault)
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
3 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault)
4 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
5 - Jenson Button (ING/McLaren Mercedes)
6 - Felipe Massa (BRA/Ferrari)
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes)
8 - Robert Kubica (POL/Renault)
9 - Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth)
10 - Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari)



Escrito por Equipe F1 Mania às 00h48
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   Diferenças

Por Henrique Minatogawa

A Fórmula 1 (ou o automobilismo em geral) é um esporte muito diferente dos demais. Alguns nem consideram um esporte, muitos chamam de "esporte a motor". Realmente, são muitos os fatores que o diferenciam, como a utilização de um automóvel, não há disputa entre países, o trabalho em equipe é tão importante quanto o individual e muitos outros. É um dos poucos esportes que comportam mais de dois times na mesma "partida".

O sistema do campeonato da Fórmula 1 é de pontos corridos. Na Fórmula 1, não há quadrangular, não há Clausura e Apertura. Não tem fase de grupos, não tem mata-mata. Assim, não há a figura da "eliminação" propriamente dita. Há a eliminação nos treinos para quem não avança para o Q2 e Q1, mas isso não impede a participação do piloto na corrida.

Mais para o final do campeonato, a disputa pelos títulos de pilotos e construtores se afunila, mas não se fala em "eliminado" para quem não tem mais chances matemáticas.



Escrito por Equipe F1 Mania às 22h53
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   Há 16 anos

Por Henrique Minatogawa

Passou outro 1° de maio, o que significa mais memórias sobre Ayrton Senna. Em geral, lemos textos de jornalistas, ex-pilotos, amigos e parentes do piloto. Mas, neste ano, o depoimento que achei mais legal foi de um jogador de futebol, Roberto Baggio.

Para mim, que nasci em 1980, às vezes custa a acreditar que alguém não lembra do tetra em 1994. Mas foi assim: a final entre Brasil e Itália terminou empatada em 0x0 no tempo normal e na prorrogação, indo, portanto, para os penalties pela primeira vez na história das Copas. O Brasil estava há 24 anos sem ganhar um Mundial. Quem vencesse, tornaria-se o primeiro tetracampeão da história. Baggio chutou por cima do travessão, o que encerrou a série de cobranças com vitória para o Brasil.

Em entrevista para o Esporte Espetacular, Baggio disse que nunca havia errado um penalty daquela maneira. Com um pouco de sugestão do repórter, disse que foi Senna quem puxou a bola um pouco para cima. Não sei se ele falou isso muito a sério ou não, mas foi uma declaração, no mínimo, simpática.

Lembrando que, nas comemorações, os jogadores brasileiros estenderam uma faixa em que se lia: "Senna... aceleramos juntos! O tetra é nosso". Galvão Bueno disse que "pra mim, é demais". No retorno ao Brasil, a seleção trazia o troféu e o capacete verde e amarelo do piloto.

Para quem quer ver (ou rever) aquela decisão entre Brasil e Itália, segue o vídeo:



Escrito por Equipe F1 Mania às 21h38
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   Desafio de Beakman

Por Henrique Minatogawa

Michael Jordan do baseballAcabo de ler um texto no blog de Rodrigo Mattar, intitulado 'O Dilema Schumacher', em que o jornalista avalia o retorno do heptacampeão após cinco corridas disputadas. Ainda há muitas corridas para ele se acostumar com o carro e com o ritmo da F-1 atual, ele tem crédito, tem moral etc. Alguns falam sobre desafio. Que Schumacher "sentiu falta da adrenalina, da competição". Que buscava um desafio.

Desafio de retornar após três temporadas afastado aos 41 anos de idade. Imagino que isso seja bem difícil mesmo. Por outro lado, foi um retorno a algo que ele já fazia (e bem), em um ambiente que ele nunca deixou totalmente (atuou como consultor da Ferrari), deve conhecer praticamente todo mundo no paddock, já tem o reconhecimento de imprensa e aficionados...

Desafio mesmo foi ele tentar correr de moto e jogar futebol lá na Suíça em um time da terceira ou quarta divisão. Alguns atletas bem sucedidos tentaram mudança parecida.

Michael Jordan, Kimi Raikkonen do rallyconsiderado o melhor jogador de basquete da história, foi jogar baseball. Foi um fiasco, mas ele se arriscou em uma modalidade totalmente diferente, com outros costumes, dirigentes e fãs. Mesmo Kimi Raikkonen, por mais que tenha sido motivado pela falta de boa vaga na F-1, foi corajoso ao mudar para o rally. O finlandês poderia ir para uma categoria mais próxima, como a F-Indy, na qual teria grandes chances de repetir Nigel Mansell (campeão da categoria em 1993 logo após sair da F-1). No futebol, o caso que me lembro é do jogador Falcão, um dos melhores do futsal, tentou jogar no campo. Apesar de algumas boas partidas, não teve muitas oportunidades para se acostumar completamente, e voltou às quadras.

Claro, não estou querendo dizer que Schumacher deveria ir para a patinação artística ou curling. Apenas pensando no sentido de desafio...




Escrito por Equipe F1 Mania às 01h08
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   GP da China (ou 'tira ele daqui')

Por Henrique Minatogawa

do tazio.com.brO último GP antes da fase europeia da F-1 foi muito movimentado, como já se anunciava desde o começo das atividades do final de semana. O frio e a expectativa de chuva eram sinal de que a corrida na China seria tão agitada quanto na Austrália.

Da mesma forma como na terra do bumerangue, do canguru e do Crocodilo Dundee, Jenson Button novamente deu o 'pulo do gato' e permaneceu na pista com pneus slick mesmo quando começou a chover. O campeão de 2009 já estava no pelotão da frente quando seus principais concorrentes entraram no box e, com a saída de pista de Nico Rosberg, assumiu a liderança.

Mais atrás, seu companheiro de McLaren, Lewis Hamilton, travava um duelo feroz com Sebastian Vettel dentro dos boxes. A dupla foi advertida após a corrida, porém, Hamilton já estava sob advertência depois da manobra (zigue-zague) na Malásia. Pode ser pressão para vencer logo ou simplesmente mostrar serviço, pois Button já contabiliza duas vitórias em 2010. Na época da escola, duas advertências era uma suspensão.

De qualquer forma, não tem como não dizer que Hamilton é bom piloto. Fez muitas ultrapassagens, algumas arriscadas, sem muita negociação. Mais importante: mesmo com a pista molhada, alterou o traçado diversas vezes e não perdeu o controle do carro. Em alguns momentos, lembrou outro inglês campeão, Nigel Mansell.

O que tem cheiro de polêmica para essa pausa de três semanas no campeonato é a ultrapassagem de Fernando Alonso sobre Felipe Massa na entrada dos boxes. Particularmente, considero a manobra inadequada, mesmo que Massa tenha dito que errou a tomada da curva. Com a pista naquelas condições e o espaço apertado, poderia ter acontecido um acidente que talvez tiraria ambos da prova. É claro que quem viesse atrás seria prejudicado por ter que esperar a vez na troca de pneus. Mesmo assim, ficou um ar de F-1 dos anos 80, 90... Senna e Prost fariam isso? Eu acho que fariam e fizeram até mais. Vamos ver como a imprensa (brasileira, italiana e espanhola) tratará o episódio nos próximos dias.

Destaque negativo para as Sauber, novamente. O carro, além de feio, só tem andado nos treinos. Nas corridas, estão quebrando muito e sofrendo com um azar de estar perto dos acidentes, mesmo que sem culpa.

Mais sobre o GP da China nos próximos dias, já que teremos três semanas até a próxima corrida. Isto é, se o vulcão na Islândia der um tempo e liberarem os aeroportos.

Classificação final:

1- Jenson Button (ING, McLaren Mercedes)

2- Lewis Hamilton (ING, McLaren)

3- Nico Rosberg (ALE, Mercedes)

4- Fernando Alonso (ESP, Ferrari)

5- Robert Kubica (POL, Renault)

6- Sebastian Vettel (ALE, Real Madrid Renault)

7- Vitaly 'garoto' Petrov (RUS, Renault)

8- Mark Webber (AUS, Real Madrid Renault)

9- Felipe Massa (BRA, Ferrari)

10- Michael Schumacher (ALE, Mercedes)

12- Rubens Barrichello (BRA, Williams Cosworth)

16- Bruno Senna (BRA, Hispania Cosworth)

 

(...)

Um torcedor brasileiro, fã de Michael Schumacher, foi filmado em um dos alambrados do circuito de Shangai. O vídeo tem qualidade de áudio um pouco confusa, portanto, abaixo, segue a transcrição de alguns trechos:



- Não pode ter isso, não! Tira o Schumacher daqui!
[ao ver Schumacher ser repetidamente ultrapassado]

- Não dá pra competir com esses caras!
[sobre Vettel, Hamilton, Massa, Rosberg, Button...]

- Aqui é o Massa!



Escrito por Equipe F1 Mania às 19h38
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   GP da Malásia

Por Henrique Minatogawa

Tazio.com.br... e a chuva, tão certa, não veio durante o Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1. Mesmo assim, foi uma corrida bem movimentada, graças à chuva que caiu na classificação do sábado, pois, com os erros de estratégia de McLaren e Ferrari, suas duplas de pilotos largaram no fundo do grid e tiveram que fazer uma corrida de recuperação.

Hamilton foi o que se destacou mais, ultrapassando muitos carros, perdendo pouco tempo em cada manobra. Suspeita-se daquele artifício usado na McLaren para diminuir a pressão na asa dianteira, porém, Button não parecia ter o mesmo desempenho.

Até que Hamilton encostou em Petrov, da Renault. Passou, mas logo depois levou o troco. Pouco depois, o inglês ultrapassou novamente o russo, que, mais uma vez, armou o contra-ataque. Na reta, o carro número 2 foi pra esquerda, direita, esquerda de novo, ganhando tempo e espaço suficiente para impedir a Renault de pegar o vácuo. Não diria que foi uma manobra suja, mas certamente foi contra o regulamento. A bandeira de advertência saiu barato.

Tazio.com.brA volta de Luciano Burti na transmissão, sem dúvida, acrescenta muito. Burti rapidamente identificou o barulho estranho na aceleração do carro de Fernando Alonso, que mais tarde se confirmou: problema na caixa de câmbio. O problema levou o espanhol a abandonar a prova a duas voltas do final.

A Red Bull venceu com Vettel e completou a dobradinha com Webber. Confirmou o ótimo desempenho nos treinos de todos os GPs e, mesmo com o calor malaio, o carro resistiu. Além disso, o carro da Áustria é um dos mais bonitos da categoria, na minha opinião.

Este campeonato aparentemente vai premiar a regularidade. Massa não venceu ainda, mas é o líder do campeonato. Alonso abandonou, e muitos pilotos já encostaram nele. Rosberg, que também não venceu, está a apenas quatro pontos da liderança. Claro, só foram três etapas das 19 deste ano, mas já é possível notar que deixar de marcar pontos pode ser muito prejudicial.

Destaque também para a dupla da Toro Rosso. Mesmo com um carro que não é dos melhores, Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi estão vendendo caro as ultrapassagens para pilotos com carros melhores. A Renault, que estava menos cotada que a Sauber, tem aparecido bem com Kubica, e Petrov também não parece ser ruim. A dupla da Force India também vem recebendo elogios. Liuzzi e Sutil, se não fizeram corridas excepcionais, mostraram consistência no pelotão intermediário. Finalmente, mesmo com tantos problemas, todos os quatro brasileiros terminaram a prova, porém, apenas Massa na zona de pontuação. Hispania, VRT e Lotus realmente estão muito atrás. Basta ver a extrema facilidade com que eram ultrapassados pelos carros de ponta. Mesmo assim, todas as três terminaram o GP com pelo menos um carro.

Novamente, menção negativa para a Sauber, com dois motores quebrados. E segue a difícil readaptação de Schumacher. Vinha fazendo (outra) corrida discreta quando sua Mercedes quebrou. Desta vez, não teve como dizer que estava se divertindo. Até agora, não vimos Schumacher envolvido em uma grande disputa por posição, nem sendo sumariamente ultrapassado também. Na verdade, ele pouco tem aparecido nas transmissões, o que não deixa de ser ruim. Mas é só o começo da temporada, o heptacampeão ainda tem um pouco de tempo para mostrar a que veio.

Nota:

- A USF1 fechou as portas. Papelão.

- Alguns veículos estão dando muito destaque à brincadeira de Barrichello durante a entrevista com Massa e Di Grassi. Barrichello falou algo como "a porcaria do meu carro não está legal ainda, vou chorar lá no canto". Claro que é brincadeira, mas estão colocando nas chamadas "carro é uma porcaria, afirma Barrichello". Ele tem mesmo um histórico de declarações mal interpretadas, mas querer polemizar sobre essa brincadeira é demais.




Escrito por Equipe F1 Mania às 23h39
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   Chuva: palavra de ordem

Por Henrique Minatogawa

Sai suspensão ativa, entra reabastecimento, pneus com sulcos, difusor duplo, sai reabastecimento... As regras mudam, mas é a chuva que, no final, traz as maiores emoções da Fórmula 1. Basta lembrar do GP Brasil de 1991, 1993 e 2008, e o GP da Europa de 1993 – só para ficar nos mais fáceis de lembrar.

Depois da monotonia do GP do Barein, a corrida Austrália foi muito movimentada, agora na Malásia, a expectativa é a mesma, graças à chuva. Talvez, no próximo calendário, definam as datas de acordo com a época mais chuvosa de cada país. Ou instalem grandes chuveiros ao longo das pistas, acionados aleatoriamente.

Não vi o treino pela TV, só os melhores momentos. Foi destacada a qualidade de alguns pilotos no molhado, especialmente a de Barrichello, que vai largar ao lado de Schumacher. Vai ser legal, como já escrevi antes, os dois disputando com carros diferentes.

Schumacher parece cada vez mais pressionado, não dentro da equipe, mas perante a F-1 inteira. Passada a sensação que foi o anúncio de seu retorno, até o momento vem se comportando como um piloto comum. Kubica, por exemplo, já fez mais que ele com um carro tecnicamente inferior. Button é o campeão e tem uma McLaren, mas a decisão dos pneus na Austrália, Schumacher também poderia ter tomado, assim como o uso de compostos intermediários por Webber, o que lhe garantiu a pole position na Malásia.

PS. Se você achou que a imagem que ilustra este texto é muito óbvia, olhe de novo.

 



Escrito por Equipe F1 Mania às 20h12
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   GP da Austrália (ou "o pulo do gato")

Por Henrique Minatogawa

Para alívio dos organizadores e de quem estava realmente preocupado com a monotonia que foi no Barein, o GP da Austrália foi muito mais movimentado. Nem tanto pela mudança de regulamento, mas pela afobação de alguns pilotos, pelas quebras e, principalmente, pela chuva.

Destaque para a ótima largada de Felipe Massa, o azar de Sebastian Vettel, a dificuldade de Schumacher, a resistência de Kubica e Alonso, e a sorte de Button.

Button arriscou ser o primeiro a colocar pneus lisos, chegou a sair da pista, dando todos os indícios de que fora uma decisão equivocada. Porém, isso virou o jogo e decretou o "pulo do gato". Depois disso, ele mostrou a mesma performance do começo do ano passado: com o carro bem e na frente, foi consistente e não cometeu erros. Isso pode estar preocupando Hamilton. Button, o novato da equipe, já venceu – e bem. Elogiado por muitos, Button parece continuar sua história de "renascimento" na categoria. Como alguns jornalistas escreveram, com seu jeito boa-gente e resultados na pista, Button pode conquistar a equipe e não se intimidar com o talento de Lewis Hamilton.

A Red Bull tem o melhor carro, mas que não é confiável. Isso lembra a Williams de 1991. A falta de confiabilidade tem custado pontos ao alemão, mas que são totalmente recuperáveis ainda. No outro núcleo alemão, Schumacher vem penando no seu retorno à F1. Não está andando lá atrás, mas imagino que ele esperava que a Mercedes continuasse sendo o foguete que era no começo de 2009. Se ele soubesse que o carro seria a terceira ou quarta força da categoria, será que teria voltado? Além disso, Rosberg vem sendo mais rápido, mesmo sendo novato na equipe também. Alguersuari, da Toro Rosso, deu uma canseira no heptacampeão.

Kubica teve grande desempenho com um carro de que não se espera muita coisa. Caso o carro da Renault evolua, pode dar trabalho, ainda mais se acontecerem imprevistos. Alonso e Massa resistiram na pista com as Ferrari com pneus desgastados e fizeram a "dobradinha" em terceiro e quarto.

Vale ressaltar também que, entre as boas surpresas, a decepção tem sido a Sauber. Nos testes, considerada uma equipe emergente, o time suíço não vem conseguindo andar nem no meio do grid. Entre as equipes estreantes, festa na Hispania por Karun Chandhok ter completado a prova. A Virgin também se destacou com o "X" aplicado por Lucas di Grassi em... Michael Schumacher!

Quanto à transmissão, foi notável a ausência de Luciano Burti, sequer mencionado pela corrida de Stock Car. Espero que ele volte a comentar as próximas corridas.

Para a Malásia, já neste final de semana, uma ausência que certamente será sentida é a de Kimi Raikkonen. Se chover de novo (como está previsto), quem vai pegar Coca-Cola e sorvete?

O que ficou da corrida da Austrália é que Jenson Button realmente é um cara de sorte.

 



Escrito por Equipe F1 Mania às 01h40
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   GP do Barein X SP Indy 300 km

Por Henrique Minatogawa

Fernando Alonso, Ferrari (Tazio F1)A primeira corrida do campeonato ainda não demonstrou o equilíbrio que se espera nem a competitividade que tanto se persegue. Não houve nenhuma surpresa como no ano passado, apesar da dobradinha com um brasileiro em segundo ter se repetido.

Mesmo assim, se não fosse por ser o início da temporada 2010, a curiosidade pelas estreias de equipes e pilotos, além da volta de Schumacher, teria sido um GP muito chato.

Nunca fui fã do reabastecimento, mas sem dúvida era um meio de desarrumar as coisas. Estimular os pilotos a resolverem as coisas na pista é válido, mas depende do carro também. A menos que os carros estejam em equilíbrio de capacidade, a tendência é, passadas algumas voltas, os carros se espalham e ficam em fila. Boa parte da culpa pela falta de ultrapassagens é dos circuitos, com poucos pontos de ultrapassagem e traçados que não favorecem disputas e aproximação.

Jessica MichibataAssim aconteceu no Barein, em que as trocas de posição aconteceram principalmente por problemas nos carros. Caso contrário, Sebastian Vettel provavelmente teria liderado de ponta a ponta.

Em resumo: Alonso foi bem na sua estreia pela Ferrari, mas Massa sempre esteve perto. A Red Bull mostra força, mas ainda falta um pouco de consistência e confiabilidade. McLaren bem discreta, mas na frente com Hamilton; a equipe deve reagir. Button tem todos os descontos do mundo por, eventualmente, não estar 100% focado na corrida (conforme a imagem). Schumacher precisa mostrar serviço, mas por enquanto está beneficiado pela falta de ritmo. Rosberg dá indícios de que não vai facilitar. Kobayashi não teve tempo para Xs desta vez: o carro quebrou. Force India segue em ascensão, Nico Rosberg, Mercedes (Tazio F1)pode ser a melhor das médias. A Williams conseguiu completar a prova com seus dois carros e, graças ao novo sistema de pontuação, Barrichello marcou 1. A Renault tem um carro bonito. A Toro Rosso começou meio mal, andando no fundo, perto das novatas. Lotus, quem diria, foi a única das estreantes que terminou a prova, e com ambos os carros. Virgin e Hispania, infelizmente, ficaram logo no começo.

Um evento muito legal que aconteceu antes da corrida foi a reunião de todos os campeões vivos da categoria, com alguns pilotando os carros com os quais conquistaram seus títulos. Nigel Mansell, Damon Hill, Alain Prost, Mika Hakkinen... Isso para ficar entre os que eu vi correr. Com os mais velhos, estavam Emerson Fittipaldi, Jackie Stewart, Jody Schekter e Niki Lauda. Ausentes, apenas Nelson Piquet e Kimi Raikkonen. E Jacques Villeneuve, afinal, esteve mesmo no Barein.

(...)

No final, assisti à F-Indy também. Com todas as presepadas, a corrida aconteceu. A organização da prova falhou muito ao não verificar a questão do piso do sambódromo. Foi cogitado até asfaltar o local na madrugada.

Acomp
Bia Figueiredo, F-Indy (Tazio F1)anhei a São Paulo Indy 300 pela Bandeirantes. O narrador errava constantemente o nome de pilotos, mudava de assunto repentinamente, falava longamente sobre assuntos não-relacionados à corrida. Para justificar sua convicção de que "jamais" choveria, fez uma analogia que terminou explicando sobre furacões – para, no final das contas, chover, e muito. Começou com "respingo", passou por mais umas três palavras com prefixo "re".

Para piorar, a cada 3-5 segundos, a câmera mudava. Quando estamos acostumando que aquele carro é da Penske, a câmera já mudou. Fora quando foi falado: "este carro no destaque é da Danica Patrick". Destaque em uma fila de oito carros? Outra coisa: a unidade de medida de distância nos EUA não é a milha? Não são 500 Milhas de Indianápolis? Por que é SP Indy 300 "quilômetros"? Preciso pesquisar.

Pista muito estreita para o carro da Indy, poucas ultrapassagens na pista e muita confusão. Dormi em várias partes. Financeiramente, dizem que foi bom para São Paulo. Mas a imagem que ficou para os 200 países dificilmente os convencerá a visitar São Paulo.



Escrito por Equipe F1 Mania às 21h18
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   Uma chamada não-atendida

Por Henrique Minatogawa

Se algum dia você estiver perto de mim quando meu celular tocar, vai ouvir isso:

Feitas as devidas adaptações, esse "som" virou toque de celular. Se eu fosse de um planeta onde não existissem motores, diria que trata-se de um instrumento musical fazendo um solo.

Às vezes, deixo o celular tocando um pouco mais antes de atender.

 



Escrito por Equipe F1 Mania às 02h00
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   Discursos

Por Henrique Minatogawa

Falta pouco para a temporada 2010 da Fórmula 1 começar. No meio tempo, ainda teremos a etapa da Zona Norte da F-Indy.

Depois da grande temporada 2009, o discurso dos pilotos e dirigentes está repleto de cautela e um jogando o favoritismo para o outro. Ninguém se assume aberta e seriamente favorito. No ano passado, a grande expectativa era o duelo Hamilton X Massa, depois da espetacular decisão de 2008. A Brawn começou a mostrar serviço nos treinos, mas imagino que muita gente não colocou fé que o carrinho branco iria realmente andar na frente.

Este ano, o discurso é de equilíbrio, de que haverá muitas equipes brigando, mudança de regulamento...

Mas, até o momento, o começo da temporada deve ser marcado também pela difícil situação das equipes estreantes. A USF1 já pediu pra sair, enquanto as outras vão se equilibrando no barbante. No meio disso tudo, a tal Stefan GP pode se dar bem, pois comprou o espólio da Toyota e, teoricamente, teria um carro mais "pronto" que as demais estreantes. O suficiente para ser uma nova Brawn, também nascida de uma equipe desistente? Bem difícil.

A equipe sérvia, no entando, pode promover o retorno de Jacques Villeneuve, que é um tipo de piloto que não existe mais na F-1 politicamente correta na aparência. Claro, seria mais interessante se ele voltasse em um carro competitivo, o que não deve acontecer.

Em breve, escreverei sobre a minha torcida para a temporada 2010.

 

 

 

 



Escrito por Equipe F1 Mania às 02h05
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