O mundo da Fórmula 1 parece muito distante da realidade do marketing praticado nos meios de comunicação de massa no Brasil. Alguns patrocinadores da categoria nem sequer têm negócios aqui. A F-1 está muito ligada à Europa, sede de todas as equipes, da maioria dos circuitos e também dos pilotos.
Talvez para nós, brasileiros, seja difícil entender como é a vida dos pilotos de F-1 no que se refere aos seus compromissos com patrocinadores. Por aqui, os esportistas mais conhecidos são os jogadores de futebol, vôlei, tênis, ginástica e alguns outros isolados quando se destacam na Olimpíada.
O último piloto de ponta que falta resolver sua situação é Kimi Raikkonen. Alguns afirmam que parte dessa "demora/dificuldade" é pelo fato do Iceman não apreciar muito os compromissos comerciais junto a patrocinadores – aparece em alguns da Mercedes-Benz e Johnnie Walker. Na Europa, passam muitos comerciais tendo os pilotos como personagens.
Na TV, Ayrton Senna apareceu em campanhas da Shell e Banco Nacional. Rubens Barrichello, da Arisco e Pepsi. Emerson Fittipaldi naquele impagável filme do "espremer o Mansell na curva, tudo bem. Mas laranja, não". Ele também disputou uma corrida de carros de golfe com Nelson Piquer no filme da Nova Schin. Até o colombiano Juan Pablo Montoya aparecia nos reclames da Petrobras.
Dica: digitar no YouTube o nome de algum piloto junto com "ad" ou "commercial".
Quando estive no Japão, vi que o modelismo é muito popular entre adultos. Nas lojas de brinquedos, há diversos modelos de kits para montar carros, aviões, navios, trens, veículos de guerra etc.
Confira neste vídeo uma montagem que fizeram, simulando a disputa entre Senna e Mansell em Mônaco-1992. A narração é em japonês e a McLaren é a de 1995 – com n°7 e três aerofólios. Mas preste mais atenção na sala e na pista.
Antes de comentar – se é que é possível – o texto e, principalmente, as imagens do post anterior, deixo este para avisar que chegou minha cópia do jogo F1 2009 para PSP.
Como o jornalista Rodrigo Mattar havia adiantado, não há Alguersuari na Toro Rosso, nem Grosjean na Renault, nem qualquer outro substituto. Provavelmente, todo o rolo envolvendo a segunda metade do campeonato estará presente nas versões de PlayStation 3 e Xbox 360, a serem lançadas no ano que vem.
Bom, como bem disse Minato, parece que as vagas restantes na Fórmula 1 estão nas equipes estreantes, e, delas, podemos esperar de tudo. De Villeneuve a Kobayashi, não dá pra saber o que acontecerá antes dos anúncios oficiais. Com a Fórmula 1 de férias, hoje vi uma matéria dessas que apresentam novos carros, um me chamou atenção. Trata-se do Chevrolet Agile, o novo carro da General Motors. Ele vem para ser o concorrente do Fox, da Volkswagen e, em minha modesta opinião, é muito melhor que seu rival.
(Ele, o carrão!)
Em um tempo em que cada vez mais as pessoas criam teorias da conspiração para tudo, é bom esclarecer que não sou funcionário da Chevrolet, muito menos nosso blog é patrocinado pela empresa. Bem que precisamos e conversaríamos sobre tal hipótese, mas definitivamente não é o caso deste post. O carro, além de bonito, me parece muito bom. Destaco o motor 1.4 Econoflex e o "piloto automático".
Acho que, na verdade, este veículo combina muito com o motorista abaixo:
(Esse que vos fala)
Está na hora de você, nosso leitor, conhecer quem faz o blog, não é verdade? Eu puxei a fila, mas logo mais Caetano e Minato mostrarão suas faces para todos. Para as leitoras, peço que não criem expectativas, pois acredito que não podemos ser classificados como três galãs.
Brincadeiras à parte, quero agradecer pelo carinho de todos. São quase mil visitas em menos de quatro meses sem nenhuma divulgação, com visitas de vários locais do Brasil e do mundo. Um grande abraço a todos e sempre que puderem, deixem sugestões, críticas, elogios, e tudo o que quiserem nos comentários. A família F1 Mania.zip.net agradece!
Agora não deve demorar muito mais. Depois de Alonso na Ferrari, o mercado de pilotos e equipes andou um pouco. Depois da saída da Toyota e BMW, mais incertezas. Agora, com a definição da McLaren (Hamilton e Button) e a provável transferência de Raikkonen para a Mercedes, as vagas remanescentes concentram-se nas equipes estreantes. Até o veterano campeão de 1997, Jacques Villeneuve, entrou na briga – com foco na USF1.
Parece difícil que alguma estreante consiga andar além do meio-fundo do grid. Penso que o problema principal é o motor Cosworth, que retorna à categoria. Vai ter que resolver problemas de confiabilidade e consumo – só. Uma boa opção seria a compra do "espólio" da equipe Toyota. Não era um carro vencedor, mas estava em um estágio mais ou menos parecido com o que a Honda estava. Kobayashi provou que o carro andava.
Espero que seja um bom duelo, Ferrari contra Mercedes, lembrando os primeiros tempos da F-1. Torço também para a Williams voltar a brigar com McLaren lá na frente. A nova-grande Red Bull junto, claro.
(...)
Sobre Kimi Raikkonen, Fábio Seixas escreveu um ótimo texto em sua coluna na Folha de S. Paulo de 14 de novembro, intitulada "Desperdício de talento".
Agora é a vez do jornal inglês The Guardian afirmar que Jenson Button será piloto da McLaren em 2010, ganhando o dobro do atual salário na Brawn (que será Mercedes GP ano que vem). Aliás, grandes reviravoltas no mercado. Mercedes Benz comprou a Brawn, promovendo o nome da montadora ao lugar principal e o legítimo retorno das flechas de prata. Para mim, não deixa de ser uma pena, pois a parceria com a McLaren foi muito bem sucedida e produziu alguns dos carros mais bonitos da última década. Por outro lado, a McLaren poderia ter um patrocínio que possibilitasse a volta do vermelho e branco.
Para a McLaren, seria uma espécie de Manchester United da F-1. Os dois últimos campeões mundiais, ambos ingleses, em um time inglês. Pelo lado da Mercedes, Nico Rosberg é altamente cotado para uma vaga e especula-se Nick Heidfeld, outro alemão, dois Nicks. [Essa mudança Brawn-Mercedes será assunto para outros textos.]
Norbert Haug afirmou que não pretende ter uma equipe 100% alemã. Assim, abriria uma importante vaga em uma equipe que tem tudo para permanecer na ponta. Boa parte da imprensa especializada aposta em Kimi Raikkonen. Imagino que, em algum momento, a Mercedes irá querer Sebastian Vettel – e terá que disputá-lo com a Ferrari.
Voltando para Woking. Muitos ex-pilotos disseram que Button não deveria ir para a McLaren. De fato, ele chegaria com uma tarefa mais difícil, mesmo sendo o campeão. Hamilton foi criado na equipe e evoluiu muito como piloto neste ano. A imprensa inglesa conta com um setor especializado em factóides – devem estar animados.
A McLaren, não tem como deixar de citar, tem experiência em reunir pilotos de ponta. A dupla mais marcante, claro, foi Senna e Prost. Depois, Alonso e Hamilton protagonizaram duelos que extrapolaram as pistas e até o bom senso. Talvez Hamilton-Button [matematicante, (Hamil+But)ton] resulte em uma parceria estilo irmãos Gallagher (Oasis) ou Lennon-McCartney. Jessica Michibata, namorada de Button, tem ascendência japonesa.
Parecia tudo certo na Brawn: Jenson Button (com o número 1) e Nico Rosberg. Sabíamos que algumas especulações apontavam para a transferência do campeão de 2009 para a McLaren, mas pensamos em uma velha frase "em time que está ganhando não se mexe". Ontem, Button e seu empresário visitaram a McLaren. "Só para dizer 'oi' para colegas de profissão" é um tipo de cortesia rara, mas na Inglaterra pode ser comum. Kimi Raikkonen é outro que visa à vaga (visar com o sentido de "ter como objetivo" é transitivo indireto, portanto, requer preposição) na escuderia.
Em ambos os casos, a equipe teria dois campeões mundiais – o que seria muito bom para a categoria, mas um potencial problema, como foi visto com Hamilton-Alonso. Na época Senna-Prost, a situação foi tensa, mas a McLaren ganhou tudo no processo. Barrichello disse que a McLaren o procurou no GP do Brasil. Então há conversas com Button e Raikkonen. Pelo jeito, a equipe quer que os dois carros andem juntos na frente.
Imagino que se Button for para a McLaren, seria uma situação interessante, com dois pilotos ingleses, teoricamente, sem preferências nesses sentido. Button era a grande promessa do automobilismo britânico antes de Hamilton e o desempenho deste ano pode ter reativado a memória do torcedor inglês.
Button na McLaren; quem fica na Brawn? Chama o Barrichello de volta! Ou será que tem algo errado na Brawn? Será que já aconteceu na história de a equipe campeã perder seus dois pilotos na temporada seguinte? O F1mania.zip.net vai entrar na onda de lançar boatos?
Todo mundo fica bobeando, às vezes sobra uma vaga para o Kobrawnyashi.
Quando os recordes de precocidade iam caindo um atrás do outro (Alonso mais jovem campeão e bicampeão; Vettel, o mais jovem a vencer; Alguersuari, o mais novo a disputar um GP), a tendência na F-1 é valorizar a experiência.
No final de 2008 e começo de 2009, ouvimos (e até cansamos de ouvir) Barrichello argumentar que a experiência é importante etc. etc. etc. No final, ele provou que tinha razão. Com as restrições de testes e as incertezas quanto ao futuro, a Brawn não poderia arriscar mesmo. Manter sua dupla de pilotos revelou-se ser a escolha ideal – quiçá, eles não tiveram escolha. Para a próxima temporada, as restrições de testes continuam. Principalmente para as equipes estreantes, contar com um piloto experiente em pelo menos um cockpit poderá fazer a diferença.
O problema é que algumas equipes parecem ir pelo mesmo caminho da Toyota: investir em pilotos experientes, mas que raramente passaram do meio do grid. Os integrantes da Williams vem repetidamente elogiando Barrichello, afirmando que trata-se de um piloto experiente e vencedor, que traz motivação para a equipe voltar ao topo. Ao lado, o estreante Nico Hunkelberg. No caso da Campos, a provável dupla será Bruno Senna e Pedro de la Rosa, ou seja, mais ou menos a mesma aposta da Williams.
Só que a metade e final desta temporada deixou algumas incógnitas (elas, de novo). Fisichella e Badoer pouco produziram na Ferrari, enquanto Kobayashi foi o maior destaque das duas últimas corridas. Como Luciano Burti afirmou, o japonês sempre foi discreto nas outras categorias, mas foi muito bem na F-1. Ou seja, tem um elemento de risco que envolve tudo isso. A Toro Rosso confirmou Buemi e Alguersuari, furando a minha aposta.
De qualquer forma, a temporada 2010 pode significar o retorno de pilotos que a gente já considerava mais que aposentados. E alguns que de fato estavam.
Schumacher, porém, praticamente descartou uma volta, alegando que a possibilidade de substituir Massa fora uma decisão baseada na emoção.
Pelo jeito, vai demorar para todas as equipes definirem seus pilotos.
Foi a minha estreia em uma corrida oficial. Como cheguei atrasado, tive que largar em último. De tanque cheio (1), pensei em alguma estratégia para ter um ritmo bom na prova. Comecei com um ritmo forte para alcançar logo os últimos colocados. Como a corrida foi disputada à noite, ajudou a manter baixa a temperatura da borracha em relação ao asfalto. Estava usando um recurso para aumentar a aderência (2), mas não surtiu muito efeito, ainda mais porque boa parte do circuito estava parcialmente molhado (3).
Quando finalmente alcancei o pelotão, procurei manter o ritmo constante. Por alguns momentos, consegui me concentrar muito. Percebia de relance o público, alguns flashes de longe, um som abafado de vozes misturado com música. Fiz algumas ultrapassagens fáceis, outras mais difíceis, em que tive que esperar o momento certo de colocar de lado para evitar colisões. Mesmo assim, elas aconteceram; felizmente, sem danos.
No final, completei a prova. Nem sei em que lugar cheguei. De madrugada, veio a notícia de que levei 35 minutos para realizar o percurso de 5 km.
Resumidamente, foi minha participação no FILA Night Run 2009, etapa São Paulo. Hoje cedo teve a Ayrton Senna Racing Day em Interlagos, mas não tive condições de participar.
(1) Significa que estava apertado para ir ao banheiro. (2) Pisei em um chiclete na véspera. (3) O chão estava molhado por causa da água dos copos distribuídos ao longo do percurso.
A Fórmula 1, historicamente, teve muitas ligações com a indústria tabagista. Praticamente todas as equipes eram patrocinadas por alguma marca de cigarro. Quando a Europa anunciou o banimento da publicidade do tabaco, as equipes usaram alternativas criativas (às vezes engraçadas) para disfarçar. Marlboro era substituído por um sugestivo código de barras, West virava "David" e "Mika" nos aerofólios da McLaren, Lucky Strike virava "Look Alike" e por aí vai.
Felizmente, o marketing não funcionou comigo, mas as marcas, com seus nomes e cores, ficaram gravados. Quem não se lembra da Lotus John Player Special? Depois a Camel nos carros da mesma Lotus, Williams e Benetton? Os carros azuis da Ligier com o Gitanes Blondes. Depois, as Jordan amarelas Benson & Hedges. A Williams, que trocou o amarelo da Camel pelo azul e branco da marca Rothmans em 1994.
A McLaren era Marlboro, criando uma identificação muito forte com suas cores em sua época mais vencedora. Quando veio o prateado da Mercedes, o carro ficou mais bonito, e com a marca West. Outro belo carro era da Benetton de 1996-97, com a Mild Seven.
Devo esclarecer que sou contra o cigarro. Detesto o cheiro, faz mal pra saúde e custa caro. Quando a Williams tornou-se a primeira equipe a não ser patrocinada por fabricantes de cigarro (quando entrou a Compaq), passei a gostar mais ainda da escuderia. Isso foi no começo dos anos 2000. "A Fórmula 1 tem um futuro além do patrocínio de cigarros", afirmou Frank Williams. A equipe deve ter ficado traumatizada depois da terrível pintura vermelha exigida pela marca Winfield em 1998-99.
Só puxando pela memória, lembrei das seguintes marcas "antigas", entre cigarros e não: John Player Special, Camel, Segafredo, Canon, Hitachi, Calbee, Benson & Hedges, Gitanes Blondes, MTV, Zepter, Polti, Barclay's, HSBC, Sega, Namco, Lucky Strike, Winfield, Mild Seven, Andersen Consulting, Nacional, Tag Heuer, Swatch, Siemens, Kenwood, Compaq / HP / Lenovo, Boss, Martini, West, Loctite, Rothmans, Veltins... Já pensou na sua marca aqui no F1mania.zip.net? Anuncie aqui!
Olá, amigos do blog F1mania.zip.net. Peço desculpas pela ausência na última semana. Estive em alguns compromissos que me impediram de escrever, mas estou de volta.
Hoje, foi anunciada de forma oficial a despedida da equipe Toyota da Fórmula 1. Presente na categoria desde 2001, a escuderia surgiu como grande promessa, sempre com exorbitantes orçamentos, mas nunca conseguiu uma vitória sequer. Foi um projeto em que todos acreditavam, mas menos de dois anos após seu surgimento, perceberam que "é uma cilada, Bino".
Apesar do fiasco da equipe, é triste ver um piloto com o potencial de Kobayashi sem emprego para o ano que vem. Vale a pena grandes equipes como Ferrari e McLaren contratarem-no como piloto de testes e prepará-lo para 2011, já que trata-se de um cara diferenciado. Seu início tão competitivo me fez lembrar quando Kubica começou na F1, e ano que vem terá a chance de ser piloto número um na Renault. Fora isso, fica aqui nossa tristeza pelos funcionários demitidos pela saída da equipe.
[Comentário de Minato: Minha aposta é que Kobayashi será contratado pela Toro Rosso. Há algumas vagas em aberto, e vagas importantes. Para equipes que estão vacilando com pilotos sem expressão e/ou decadentes, o japonês emplacou duas ótimas provas – muito mais que muitos outros pilotos fizeram em bem mais tempo e em carros melhores.]
Em uma das melhores histórias do Tio Patinhas, ele e os sobrinhos estão assistindo a um Grande Prêmio de F-1 na casa do Donald. Estão correndo Airton Sema, Nélson Picote, Alain Crosta e Rosberga. Ao final da corrida (com vitória de Picote), Tio Patinhas reclama que foi "puro desperdício de gasolina". Então Huguinho, Zezinho e Luisinho explicam sobre os patrocinadores.
Perguntam ao rico tio que marcas ele lembra ter visto. Após citar "Hollypato e Patollate", os três irmãos concluem que "assim como o senhor, milhões de pessoas viram". Logo, Tio Patinhas se interessou pela publicidade na F-1.
E você, leitor, quantas marcas lembra de ter visto na temporada 2009? Sem contar as fornecedoras de motor, combustível, pneus e demais peças conexas, há muitas empresas fora do ramo automotivo que procuram associar sua imagem à F-1. Vamos conferir algumas delas.
Force India Kingfisher: Companhia aérea indiana (cujo dono é o mesmo da equipe) Whyte & Mackay: Marca escocesa de whisky Medion: Comunicação
Renault ING: Banco holandês (caiu fora)
Williams RBS: Banco escocês (vai sair no final do ano) AT&T: Informática Philips: Eletrônicos
Red Bull/ Toro Rosso Red Bull: Energéticos Casio: Eletrônicos Puma: Material esportivo
O crepúsculo, a passagem do dia para a noite, a metáfora. Assim foi encerrada a temporada de 2009 da Fórmula 1.
Menos poética foi a corrida em si. Disputada no novo circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, o GP foi pobre em disputas. Culpa do traçado travado, com curvas estreitas, curtas e de baixa velocidade. Mesmo com longas retas, as ultrapassagens foram raras. Sabemos que o horário foi definido para seguir os horários europeus. Assim, talvez algum dia haja GPs ao amanhecer.
Um dos poucos que conseguiram executar ultrapassagens foi Kamui Kobayashi, novamente destaque da corrida. O japonês da Toyota passou Kimi Raikkonen logo na largada e abriu distância. Com uma estratégia de apenas um pit stop, manteve o carro na pista com consistência e mostrou velocidade conforme o carro foi ficando mais leve. Chegou a andar em terceiro e deu (outro) "X" em Jenson Button – está virando freguês. Terminou em sexto, conquistando seus primeiros pontos e provavelmente a vaga de titular na equipe em 2010.
O duelo no final entre Button e Mark Webber foi claramente prejudicado pelo circuito. Mesmo tendo sido uma bela disputa, fosse em outra pista, poderia ter sido ainda melhor. O inglês, aliás, fez duas ótimas corridas, no Brasil e em Abu Dhabi. Foi rápido e agressivo, o que nos faz pensar se só agiu assim porque o campeonato estava garantido. Por outro lado, mostrou que tem condição de pilotar no ataque também, não apenas administrar.
Sobre a transmissão, foi uma das mais sensatas do calendário. Mariana Becker não precisou ficar chamando tantas vezes até poder falar e não teve nenhuma "Mega Rampa" repetida à exaustão.
Um dos motivos é que Felipe Massa está completamente recuperado e já não precisa da nossa torcida. Outra coisa é que ele deve ter percebido que, se ficasse em casa, teria que mandar mensagens para o Galvão e tratou de ir para Abu Dhabi acompanhar tudo de perto. Massa faz muito bem de estar presente para garantir seu território na equipe.
O único momento de confusão foi na confusão dos pit stops da Red Bull e Toro Rosso. Eles ficam com esse negócio de "RBR" e "STR", fica mais fácil de confundir na hora de falar. Foi engraçado o Alguersuari errar seu pit e passar direto pela equipe da Red Bull, que despachou o jovem espanhol de lá. A saída dos boxes é muito diferente, parece a saída de estacionamento de shopping (e talvez seja, já que o circuito passa dentro de um hotel gigante).
O campeonato terminou com dobradinha da Red Bull (Vettel em primeiro, Webber em segundo), com dobradinha da Brawn em seguida (Button terceiro, Barrichello quarto). Como disse o australiano, foi reflexo da segunda metade da temporada. Isso porque ele se referia ao grid de largada, que contava com Hamilton na pole. O campeão de 2008 teve que abandonar com problemas nos freios.
Para ano que vem, espero que Red Bull e Brawn mantenham a força, e que McLaren e Ferrari voltem a ter a competitividade dos últimos anos. Assim, só com essas, teríamos quatro equipes e, teoricamente, oito pilotos em condições de disputar o campeonato. Com sorte e as mudanças no regulamento, outras equipes e pilotos (como Renault com Robert Kubica) podem dar o pulo do gato. Barrichello, em mais uma nova fase, vai para a Williams trabalhar para desenvolver o carro. Torço para que o processo e o resultado sejam melhores que na época da Stewart.
Foto oficial do GP e fim da temporada (não é o vilão de Heroes ali no canto?)
Último final de semana de Grande Prêmio do ano. Em breve, será o momento de pensar sobre o que escreveremos no blog até a temporada de 2010 começar.
Os primeiros treinos livres para o primeiro GP de Abu Dhabi confirmaram que a McLaren está em franca ascensão. Hamilton e Kovalainen foram os mais rápidos. Imagino que as Red Bull serão fortes também, o que pode favorecer Vettel na disputa pelo vice-campeonato.
O circuito é de baixa velocidade, criticado por muitos. Tem longas retas, mas curvas de baixa, o que vai exigir muito dos freios. O horário promete ser o ponto com que se deve ter mais cuidado. A corrida começará perto do fim da tarde e terminará praticamente à noite. Isso pode ser muito perigoso, já que é possível que os pilotos tenham que dirigir contra o sol na altura dos olhos. Eu mesmo já dirigi assim, e é irritante. Isso porque foi na estrada congestionada, não em um autódromo a mais de 200 km/h. Outro ponto importante do circuito é a mudança brusca de temperatura no deserto. Uma hora pode estar bom para a Brawn; outra, para a Red Bull.
Não vou conseguir assistir aos treinos, espero que Anderson e/ou Ricardo consigam para poderem comentar melhor aqui depois. Imagino que as McLaren vão confirmar a pole, com Red Bull e Raikkonen em seguida.
(...)
Em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo, intitulada "Japonês Voador", o comentarista Reginaldo Leme elogia Kamui Kobayashi, o piloto novato da Toyota que deu show em Interlagos. Como ele terá outra oportunidade em Abu Dhabi, será interessante acompanhá-lo para ver se o que aconteceu duas semanas atrás não foi simplesmente uma coincidência, um dia inspirado.
Kobayashi possivelmente é o piloto japonês que mais falou na história. Pelo menos em uma entrevista publicada no Tazio, fez declarações sensatas e profissionais. Foi o 5º mais rápido nos primeiros treinos.
No mais, acompanhar as últimas corridas de Raikkonen na Ferrari, Alonso na Renault, Kubica na BMW, Rosberg na Williams, Barrichello na Brawn...